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MUDAR É PRECISO
“Os negócios vão mudar mais nos próximos 10 anos do que mudaram nos últimos 50.” (Bill Gates)
Mesmo quando previsíveis, as mudanças são quase sempre percebidas como ameaçadoras. Até mesmo as pequenas mudanças são fontes de tensão. Vinte anos atrás, quando comecei a usar um computador, tive que vencer minha resistência a aprender algo que exigia um mergulho no desconhecido. Cada arquivo encontrado ou etapa aprendida era uma vitória.
A maioria das mudanças não ocorre, entretanto, em segmentos tão nitidamente definidos. Elas são constantes e ininterruptas. Isso as transforma numa ameaça significativa porque não há nenhuma pausa, nenhuma medida fácil do sucesso e nenhuma sensação de finalização. Saber como responder e dominar o processo de mudança, é uma habilidade de liderança crítica para qualquer empresa. As mudanças rápidas e constantes serão fatos cada vez mais frequentes para todos. A maioria de nós não é constituída por pessoas que se sentem bem com mudanças. Alguns de nós e nossos pais atingiram a maioridade numa época de relativa estabilidade econômica. Vimos nossos pais serem recompensados por sua capacidade de aguentar, de ficar no mesmo emprego ou na mesma empresa ano após ano. A felicidade era, segundo pensávamos, a recompensa automática de uma vida bem planejada. Se elaborássemos e seguíssemos uma relação das coisas que deviam ser feitas, chegaríamos a certa altura ao fim da lista e poderíamos nos descontrair e, eventualmente nos aposentar com o sentimento de “missão cumprida”. A vida era previsível, havia um lugar para cada coisa e cada coisa estava em seu lugar.
Então a partir da década de 80, as gerações que se seguiram, descobriram-se em um universo profissional que mudava permanentemente. Hoje, mal temos tempo de chegar ao fim de nossa relação de coisas a serem feitas, antes de termos que elaborar meia dúzia de outras relações. Não me surpreende que, na década de 90, a resposta de muitas pessoas tenha sido “se esconder”, um recuo em grande escala. Essas pessoas estão decididas a criar o seu próprio tipo de zona de conforto (com meus pais foi assim, comigo também será!), como ter uma geladeira cheia de comida, a sala cheia de entretenimento (tv a cabo, internet, etc.) e nenhuma necessidade de sair, nunca mais. Essas reações e padrões de comportamento são da natureza humana. Achar que já se tinha que ser feito, que se chegou ao final da relação de coisas a serem feitas quando se tem uma vida de conquistas ainda pela frente. Quando as mudanças parecem avassaladoras, muitas pessoas preferem a dor surda do comodismo e da vida medíocre, comparada à vida que poderiam ter, ao se arriscar às dores agudas que o desconhecido pode infligir.
O segredo da assimilação das mudanças é a capacidade de ser FLEXÍVEL de cada um. Se tentarmos incorporar as mudanças em nossas rotinas diárias, poderemos testar nossa flexibilidade. Escolha por exemplo uma área de sua vida, uma tarefa que você precisa realizar todos os dias, e experimente cumpri-la de maneira diferente. O mundo não fica parado e o ritmo das mudanças agora é mais rápido do que nunca. Esteja atento às mudanças do seu mundo e seja paciente e flexível com a transição. Pode ser necessário tempo para nos acostumarmos com as mudanças e, quanto maior a mudança, mais tempo levaremos para nos sentirmos à vontade com ela. Temos que superar a sensação que as mudanças são ameaçadoras. Precisamos percebê-las tais como são: oportunidade de crescimento e o único caminho para atingir grandes resultados na vida. Resistir às mudanças é como tentar transportar água numa peneira. Isso esgotaria você!
Você pode diminuir seu tempo de resposta mantendo-se bem informado e à frente de todas as mudanças que ocorrem ao seu redor. Saiba o que realmente é importante para você. O que você tem que abandonar imediatamente e aquilo que você tem que conservar. Em tempos de mudança, a bússola moral é a única coisa que irá orientá-lo na direção que quer seguir. Esteja atento às barreiras contrárias às mudanças, que se escondem nas mentes de todos nós: saudades de um passado imaginário, ignorância, arrogância, insegurança, estresse, esperar que os outros mudem, necessidade de controle ou poder, receio de perdas e tristeza. Essas são as barreiras que o levarão a tropeçar e retardarão sua jornada até a conquista de seus sonhos. E lembre-se sempre que somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos!
“Quando o ritmo de mudança lá fora supera o ritmo de mudança dentro de nós, o fim está à vista” (Jack Welch)
Edilson e Catarina Nardes
Omni-Cycle - São José dos Campos/SP
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